Dizem que quando nasce um filho, nasce uma nova mulher. No meu caso nasceu também uma nova profissional.
Antes de ser mãe vivia para o trabalho, extremamente focada e perfeccionista, perdi a conta às folgas de que abdiquei, às férias que não tirei, às horas que fiz a mais. Seria apenas pelo dinheiro? Não!
Claro que queria ganhar dinheiro, e que me fazia falta, não nego. O que me movia eram os resultados, cumprir objetivos não era suficiente, tinha de me superar!
Agora que penso nisso, percebo, que andava em constante procura de destaque, de reconhecimento. E isso custou-me o tempo de vida que perdi, que não tem preço!
Quando nasceu o Martim, e a tal nova mulher, isso deixou de me fazer sentido.
Já não se tratava apenas de “vender” o meu tempo, agora isso implicava abdicar de tempo para o meu filho.
Agora já não queria ser a melhor profissional, a que superava os objetivos, a que destacava! Agora o foco era ser a melhor mãe que conseguia para o meu filho.
Ter oportunidade de estar presente todas as etapas do seu crescimento, estar disponível para o acompanhar em todas as terapias e consultas, poder dar colo sempre que sentir necessidade. Sem ter de pedir permissão ao patrão para ser a mãe do meu filho.
Depois de anos a ouvir o mundo dizer que tens de fazer uma escolha, entre ser mãe ou profissional, acredito que tenhas dificuldades em acreditar que é possível.
Criar o meu negócio permitiu-me isso. Sem culpas. Com orgulho.
Mais do que acreditar é fundamental saber como, de que forma, que passos tens de dar.
Esse é o meu papel, ajudo mães a libertarem-se! A serem as mães que querem ser, sem deixarem de ser mulheres.
O mundo precisa de mulheres e crianças felizes.
